Vladimir Brichta 

O glamour do submundo em ‘Cidade Proibida’

Foto: Mauricio Fidalgo/Tv Globo

 

A estética dos filmes policiais “noir” sempre foi bastante sedutora. Não à toa, que essa rica atmosfera – que pode englobar traições, romances, suspenses e crimes, aguçou Mauro Wilson a conduzir a linha de criação da série “Cidade Proibida”, que estreou no dia 26 de setembro. A novela é exibida de terça-feira, às 22h30, na Globo.

A produção é inspirada nos personagens do quadrinho “O Corno que Sabia Demais”, do Wander Antunes. No entanto, o autor não utilizou os mesmos personagens, apenas as características principais de cada perfil. “São pessoas amorais, cínicos e egoístas. Zózimo (Vladimir Brichta) trabalha com o lado destrutivo do amor e suas consequências negativas. Ele vive o lado negro do amor: traições, ciúmes, culpa, ódio, vingança. Para ele, o amor salva, mas também pode matar”, conta Wilson.

Para dar maior veracidade aos enredos de traições e suspense, a história é ambientada na boêmia e glamourosa cidade do Rio de Janeiro dos anos de 1950. “A Cidade Maravilhosa era cheia de boates, bares, vivia o auge da era do rádio, os cinemas eram a maior diversão, o futebol começava a se tornar o esporte de maior expressão no Brasil e a política fervia na capital”, completa Maurício Farias, que assina a direção artística.

A trama é encabeçada pelo ex-policial Zózimo, papel de Vladimir Brichta. Detetive particular, ele decide passar a trabalhar sozinho e se especializa em investigar casos extraconjugais. No entanto, acaba se envolvendo com as belas clientes que aparecem pelo caminho. “Para Zózimo, a cidade proibida é aquela que ele não pode frequentar a não ser em situações profissionais. Ele vive numa espécie de submundo, com aquelas pessoas que precisam limpar a sujeira que a elite produz. É um mundo de glamour e belezas, que o encanta e afeta as suas escolhas e seu jeito de ser”, explica Vladimir.

Durante a resolução de seus diversos casos, ele conta com a ajuda da prostituta Marli, papel de Regiane Alves (foto). Apaixonada por Zózimo, ela não hesita em auxiliar o amado, visando ser notada por ele. No entanto, o detetive não quer nada além da amizade de Marli.

Além de Marli, Zózimo também conta com a ajuda do corrupto delegado Paranhos, vivido por Ailton Graça, e do malandro e sedutor profissional Bonitão, papel de José Loreto. “O Bonitão está sempre envolvido nos casos extraconjugais. Ele é o típico malandro carioca, mas o malandro que sempre se dá mal. Ele tenta ajudar, mas acaba atrapalhando mais que ajudando”, afirma Loreto.

Para protagonizar as histórias que Zózimo investiga, a direção da série investiu em diversas participações especiais. Ao longo dos episódios da primeira temporada, a produção contará com um desfile de atores consagrados, como Giovanna Antonelli, Claudia Abreu, Thiago Lacerda, Miguel Falabella, Bruno Gagliasso e Andrea Beltrão.

CENOGRAFIA

Para recriar a capital carioca dos anos 50, a equipe de cenografia optou por externas em pontos da cidade que não foram totalmente alterados pelo tempo e a modernização. O único cenário fixo da série nos Estúdios Globo, é o escritório de Zózimo. “A gente queria um clima de suspense sem ser o noir tradicional, mas buscando o noir brasileiro. Para isso, pensamos em locações bem cariocas, mas que também não fossem cartões postais óbvios”, aponta a cenógrafa Luciane Nicolino.

Já os figurinos da série, que são assinados por Antonio Medeiros, foram encabeçados por um catálogo de mulheres ímpares dos anos de 1950. Para criar as peças, a equipe pesquisou a moral e os costumes que rondavam as mulheres do período. “Fomos a brechós, lojas atuais e feiras de antiguidades para encontrar objetos, roupas e acessórios que pudessem destacar cada uma delas”, lembra Antonio.

Fonte: http://liberal.com.br/cultura/celebridades-e-tv/o-glamour-do-submundo-em-cidade-proibida-668243/

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